ISMAC - Instituto Sul Mato Grossense para Cegos Florivaldo Vargas. Educação, Assistência e Trabalho!

Paradesporto

EM BREVE



Educação Física

A educação física faz parte do programa de orientação e mobilidade da pessoa com deficiência visual e contribui para o aumento das qualidades físicas e de auto-estima, orientação espacial, conhecimento da posição de uma pessoa em relação à outra, localizações do ambiente, dos objetos.



Futebol de Cinco

O Futebol de 5 é disputado apenas por pessoas totalmente cegas ou com grau muito severo de deficiência visual. A modalidade teria surgido por volta da década de 20, na Espanha, em escolas e institutos especializados.

A disciplina passou a fazer parte do programa paralímpico nos Jogos de Atenas, em 2004. O primeiro Mundial foi disputado na cidade paulista de Paulínia, em 1998, e o título ficou com o Brasil.

O Futebol de 5 é disputado em uma quadra com as mesmas medidas que a de futsal, e o piso pode ser emborrachado, de cimento ou de madeira – porém, a grama sintética tem sido a preferência desde a primeira disputa do esporte nos Jogos Paralímpicos.

Regras - As regras gerais são baseadas no futsal, que é de responsabilidade da Federação Internacional de Futebol (Fifa, em inglês). O esporte está a cargo da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, em inglês), criada em 1981.

Entretanto, existem diferenças como a ausência da saída lateral da bola – duas bandas laterais de 1,20 metro impedem que ela deixe a quadra. Além do pênalti, existe o duplo pênalti, em uma marca a oito metros do gol.

Cada equipe é composta de quatro atletas de linha, que utilizam vendas nos olhos para evitar que aqueles que apresentam percepção luminosa levem vantagem - já o goleiro enxerga normalmente. Os jogos são disputados em dois tempos de 25 minutos, com um intervalo de dez, e o vencedor é o time que fizer mais gols.

A bola oficial possui guizos em seu interior, e o seu som orienta os jogadores. Eles recebem instruções de três chamadores, que ficam nos terços de orientação: no defensivo, a responsabilidade é do goleiro. No médio, do técnico, que fica no banco de reservas, e no ofensivo de outro integrante da comissão técnica, que fica atrás do gol adversário. Apesar deste recurso, falar muito pode atrapalhar os jogadores.

(Texto adaptado do site do Pan-Americano Rio-2006)



Galeria de fotos : Atletas do Futebol de 5 :

Judô

Contado com diversos atletas, o judô de cegos de Mato Grosso do Sul está entre os melhores do País. É a única arte marcial integrante do programa paralímpico praticada por pessoas com deficiência visual.

Os atletas são divididos por classes identificadas pela letra B (do inglês blind, cego em português):  B1 para os cegos, B2 para os lutadores que têm a percepção de vultos e luminosidade, e B3, em que os participantes possuem a capacidade de definir imagens. Eles podem lutar entre si, mas existe ainda a separação por categorias de peso, que segue o mesmo padrão olímpico.

Uma curiosidade é que o árbitro tem uma função que só existe no Judô paralímpico: a de conduzir e manter a pegada constante entre os participantes, ou seja, durante toda a luta eles devem manter contato uns com os outros. Caso ele seja perdido, o combate é paralisado.

Os atletas B1 são identificados por um círculo vermelho localizado nas mangas do quimono, para que o árbitro saiba que deve conduzi-lo à marcação para que a luta recomece.

As lutas acontecem sobre tatames sintéticos, com duração de cinco minutos cada. Os competidores buscam o ippon (o golpe perfeito do judô) pela projeção do adversário de costas no solo, imobilização do oponente no solo, finalização com chave de braço ou estrangulamento.

(Com informações do site do Pan-Americano Rio-2006)



Goalball

Único esporte criado exclusivamente para pessoas com deficiência visual, o Goalball é muito popular no Ismac. No ano passado, atletas do Instituto participaram do Campeonato Brasileiro.

Origem

Em 1946, na Alemanha, o austríaco Hanz Lorenzen e o alemão Sepp Reindle criaram o esporte como forma de reabilitação de veteranos das duas Grandes Guerras Mundiais.

A primeira competição internacional de Goalball aconteceu somente em 1972, nos Jogos Paralímpicos, entrando no calendário oficial na edição seguinte, quatro anos depois, em Toronto (Canadá). Apenas homens participavam da disputa Paralímpica. As mulheres passaram a fazer parte em 1984, quando a competição teve como sedes Nova Iorque e Stoke Mandeville, na Inglaterra.

Regras

Dois times com três atletas cada lançam bolas um contra o outro, alternadamente, com o objetivo de marcar gols no adversário.

Apesar da diferente classificação visual dos atletas, todos competem juntos e vendados para que ninguém fique em desvantagem.

O espaço de jogo é do mesmo tamanho de uma quadra de vôlei (18 metros de comprimento por 9 de largura), e as metas, que ficam na linha de fundo de cada lado, medem 9m de largura por 1m30 de altura.

Cada metade da quadra é dividida em três áreas de 3 x 9m: a área de ataque, a área de defesa e a área neutra. Os times não podem invadir a parte do adversário e tem apenas o seu espaço para lançar a bola rasteira ou quicando, tendo obrigatoriamente que tocar o chão da sua metade antes de atingir a outra.

Já os jogadores do time que está se defendendo podem deitar no chão para tentar cobrir todo o gol, também dentro de uma área limitada, e tem o posicionamento orientado por linhas táteis – barbantes presos com fita adesiva.

No Goalball, os árbitros acumulam a função de narrar a ação dos participantes. Todas as regulamentações do esporte estão a cargo da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, em inglês).

A bola oficial tem um tamanho semelhante à de Basquetebol, mas sem câmara de ar interna. Ela possui guizos dentro dela e, na parte de fora, orifícios que potencializam o barulho, para que os jogadores se orientem.

As partidas são disputadas em dois tempos de 12 minutos, com três de intervalo. Quando uma equipe abre dez gols de vantagem, o confronto é encerrado imediatamente, não importando o tempo da partida.





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