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Encontro promove reflexões acerca da leitura voltada para pessoas cegas

11/12/2014 - O encontro teve o objetivo de mostrar que o incentivo à leitura é a forma mais eficaz de disseminar cultura e valores, além de incitar a imaginação e despertar a criatividade nas pessoas cegas.


Na imagem membros da Fundação Dorina Nowiil e os participantes do 1° Encontro da Rede de Leitura Inclusiva de MS no auditório da Universidade Católica Dom Bosco - UCDB.
Na imagem membros da Fundação Dorina Nowiil e os participantes do 1° Encontro da Rede de Leitura Inclusiva de MS no auditório da Universidade Católica Dom Bosco - UCDB.


A leitura é como uma porta mágica para o mundo. Sabendo do poder que as histórias têm de aguçar os sentidos, o 1º Encontro da Rede de Leitura Inclusiva de Mato Grosso do Sul, promovida no dia 9 de dezembro em Campo Grande, debateu os caminhos para que, cada vez mais, a relação entre pessoas com deficiência visual e os livros se fortaleçam.  

 

O encontro teve o objetivo de mostrar que o incentivo à leitura é a forma mais eficaz de disseminar cultura e valores, além de incitar a imaginação e despertar a criatividade nas pessoas cegas. Nesse sentido, uma mesa de convidados compartilhou experiências no desenvolvimento de ações inclusivas. Autora de uma coleção de livros desenvolvida especialmente para quem não enxerga, a escritora Sandra Andrade afirmou que a ‘contação’ de histórias inclusivas permite a pessoa com deficiência visual a possibilidade de ‘tocar’ os fatos. “Quando lemos um livro para quem não vê, fazemos com que essa pessoa não só ouça, mas também sinta a história”, disse.

 

Dessa maneira, afirmou a bibliotecária Juciene da Rocha Arruda da Universidade Católica Dom Bosco, pessoas com deficiência visual se tornam capazes de aprender, conhecer e construir a própria história. A entidade que sediou o evento possui uma biblioteca com livros inclusivos. “O nosso acervo tem as portas abertas aos leitores que não enxergam”, fez o convite. 

 

Em um bate-papo entre os convidados, Ana Paula Silva, da Fundação Dorina Nowill, falou dos mitos e verdades relacionados à deficiência visual e à leitura direcionada a eles. “A informação precisa chegar até as pessoas com deficiência. Umas vão preferir o Braille, outras optarão pelos recursos tecnológicos, mas o que importa é que a pessoa com deficiência tenha autonomia para ler e se apropriar do conhecimento”, pontuou.

 

A presidente do Ismac, Telma Nantes, ressaltou a importância da criação da rede de leitura no sentido de garantir a ampliação da leitura para pessoas com deficiência. “Muitas escolas e universidades criam barreiras e preferem se desfazer do acervo em Braille ao invés de criar alternativas para que, cada vez mais, pessoas com deficiência tenham acesso ao universo da leitura”. 

 

 

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